Mostrando postagens com marcador Gatos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gatos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

 Vamos assinar? Os gatinhos agradecem!


Os gatinhos do Campo de Santana estão sofrendo devido ao descaso. Sua assinatura pode mudar o destino desses animais e ajudar a proteger um dos últimos refúgios para os felinos abandonados do Rio de Janeiro.
 
Vamos colaborar?


terça-feira, 9 de novembro de 2010

 Como fazer cafuné em um bichano

© Matthew Inman, The Oatmeal.






segunda-feira, 27 de setembro de 2010

 Ops...

Is your cat plotting to kill you?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

 Visita à fábrica da Royal Canin

Notícia "roubada" do Twitter do blog Reino da Almofada:

O blog da Adote um Gatinho, ONG responsável por um maravilhoso trabalho de resgate de felinos em São Paulo, postou ontem um interessante relato de uma visita à fábrica da Royal Canin em Descalvado, no interior de São Paulo.

Não há qualquer surpresa: como todo fabricante de ração, a Royal também utiliza animais nos chamados "testes de palatabilidade". Mas a bicharada de lá, pelo menos, parece estar em muito boas mãos!

Quem quiser conhecer melhor o trabalho da AUG (e, quem sabe, dar uma ajudazinha que será muito bem-vinda), pode visitar seu site ou assistir os vídeos abaixo, que trazem participações da ONG em alguns conhecidos programas da TV.





quarta-feira, 20 de maio de 2009

 An Engineer's Guide to Cats

Paul é um engenheiro aeroespacial de 40 anos que divide seu lar no Kansas com os gatos Oscar, Ginger e Zoe*. Como todo engenheiro que se preza, ele aprecia as coisas muito bem explicadinhas e, num rasgo de generosidade, decidiu partilhar com o mundo sua vasta sabedoria sobre a psique felina.

* Alguém sabe me dizer por quê é tão comum os solteirões de meia-idade terem gatos? Eu conheço uns três...

O resultado são os dois "manuais" em vídeo, extremamente instrutivos e esclarecedores, que ora posto.

Quem não fala inglês, infelizmente, perderá a(s) piada(s). Sorry, folks...




terça-feira, 28 de abril de 2009

 Nois tumém têm Lolcats!

Verdade seja dita: qualquer internauta dono de pet que ainda não sabe o que é um Lolcat precisa urgentemente colocar seus conhecimentos em dia.

Para os que não têm animais de estimação ou são muito distraídos, a explicação: Lolcats são aquelas fotos bonitinhas de bichos, popularizadas por sites como o I Can Has Cheezburger, nas quais foram inseridas legendas bem humoradas em lolspeak – uma corruptela da língua inglesa totalmente de mentirinha que, de acordo com as teorias, seria "falada" apenas por animais fofos.

Como andam me solicitando postar fotos dos meus peludos, resolvi unir o útil ao divertido e entrar na brincadeira. Claro que não entendo nadica de lolspeak, mas é para isso mesmo que existe um tradutor...

Sem mais delongas, eis a primeira fornada:


Kira.


Titânia.


Friga.



Titânia e Galadriel.


Lilica, bancando a Esfinge.


Lu.


Phoenix.


Bastet.


Mais Lu. E um tribble!


Na ordem: Bastet, Phoenix, Lilica e Lu.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

 Fuças memoráveis!

Maru, esse fofíssimo scotish fold japonês, é uma verdadeira estrela multimídia: 
tem blog, canal no Youtube (de onde saíram os vídeos abaixo) 
e está se tornando um fenômeno da internet. Não é difícil compreender por quê.


Esta foto é um fundo de tela 1024 x 768!






quarta-feira, 22 de abril de 2009

 Help!

Is your cat plotting to kill you?

terça-feira, 14 de abril de 2009

 Você sabe que é um(a) gateiro(a) quando...

Fonte: Stockvault

O texto a seguir foi surrupiado de um post no blog As esforçadas – que, por sua vez, o afanou de um desses tantos emails sem pai nem mãe que circulam pela internet.

Sim, eu sei. Roubar é feio.

Entretanto, ando com a verve criativa completamente entupida e, como gateira assumida, achei divertido verificar se me enquadraria nos itens da lista. E não é que, para minha completa surpresa, descobri que não cumpro vários requisitos?*

* Mas, como primo pelo exagero, em outros, acho que estou em bom caminho..
.
Você é um Gateiro(a)?
(autor desconhecido)
  1. Você seleciona seus amigos com base no quanto seus gatos gostam deles? Não, mas, para frequentar minha casa, é imprescindível gostar dos meus bichos...
  2. Seu desejo de ter gatos se intensifica durante períodos de stress?
  3. Você compra mais do que 20 kg de areia sanitária para gatos por mês? Vixe, bem mais!
  4. Você acha engraçadinho quando seu gato passeia sobre a mesa ou lambe a manteiga? Lamber manteiga? Confesso que não entendi... Alguém desenvolve?
  5. Você admite, para aqueles que não gostam de gatos, quantos gatos você realmente tem?
  6. Você dorme na mesma posição a noite toda, porque seu gato se sente incomodado quando você se mexe?
  7. Você beija seu(s) gato bichos na boca?
  8. Seu gato senta à mesa (ou na mesa) enquanto você come? Não mesmo. Afinal, a casa deve ter algum espaço exclusivo para humanos...
  9. Seu gato dorme na sua cabeça e você gosta?
  10. Você tem mais do que 4 sacos de ração abertos e rejeitados dentro do armário? Os meus comem as mesmas 3 marcas (Hill's, Proplan e Royal Canin) desde pequeninos.
  11. Você não muda o canal da TV porque seu gato está dormindo em cima do controle remoto ou do seu braço?
  12. Você comprou um vídeo, com um peixe nadando num aquário, só para entreter seu gato? Não. Mas já fui obrigada a assistir Bob Esponja porque um dos peludos não tirava os olhos da tela...
  13. Você fica em pé, com a porta da rua aberta, congelando de frio, enquanto seu gato cheira a porta, decidindo se sai ou entra? Como assim? E a posse responsável?
  14. Você prefere ficar em casa com seu gato do que sair para um encontro ruim?
  15. Você dá presentes de Natal para o seu gato e gasta mais com os presentes para ele do que para a sua família?
  16. Seus cartões de Natal trazem seu gato sentado no colo de Papai Noel e seu gato assina o cartão? Nunca mando cartões de Natal, mas gostei dessa idéia...
  17. Você espera seu gato levantar para arrumar a sua cama? "Arrumar a cama"? Que catzu ser isso?
  18. Você sai da cama, pulando pela cabeceira ou pelos pés, para não incomodar seu gato e a cachorrinha... que está estão dormindo?
  19. Antes de sair de casa, você conversa com cada gato e a cachorrinha explicando por quê tem que sair e a que horas irá voltar?
  20. Você dorme sem travesseiro porque seu gato está dormindo nele? Meus gatos têm um travesseiro só para eles...
  21. Você nunca deixa faltar areia sanitária para seu gato, mas esquece de comprar o seu papel higiênico?
  22. No supermercado, a primeira coisa que você procura é a área de alimentação para gatos? Só compro em pet shop. Os produtos de supermercado têm qualidade inferior...
  23. Você dorme sentado porque estava lendo na cama e seu gato deitou sobre suas pernas?
  24. Você demora mais tempo do que o normal para ler jornais e revistas porque seu gato se deita sobre as páginas enquanto você lê?
  25. Você faz uma ceia especial para gatos no Natal? Eita, não faço nem pra mim...
  26. Você tem fotos do seu gato na carteira no celular e as mostra quando seus amigos começam a mostrar fotos de filhos?
  27. Quando as pessoas telefonam para conversar, você insiste que elas dêem uma palavrinha com o seu gato e a cachorrinha?
  28. Você só marca encontro com pessoas que tenham gatos?
  29. Quando alguém vai a sua casa, você apresenta seu gato pelo nome e vice-versa?
  30. Você guarda caixas vazias de papelão porque seu gato gosta de dormir dentro delas?
  31. O filtro do seu aspirador de pó está sempre cheio de pelos?
  32. O dono da pet shop já perguntou: "Afinal... Quantos gatos bichos você TEM?!"
  33. A sua conta de veterinário é maior do que a sua conta médica?
  34. Todos Vários livros na sua estante são sobre gatos animais de estimação?
  35. Quase todos os Vários dos seus bookmarks são de sites sobre gatos animais de estimação?
  36. Seu gato tem sua própria página web, blog ou email?
  37. Você coloca o relógio para despertar às 5h30 da manhã, para se levantar e limpar a caixa sanitária de seu gato antes que ele a use?
  38. Seus gatos fazem você abrir a torneira da pia da cozinha, do banheiro e da lavanderia para beberem água? Meus bichos só tomam água mineral...

sexta-feira, 13 de março de 2009

 Para quem gosta de gatos!


Ainda seguindo a linha "vamos colocar nossos bichos para pagar mico", o site Stuff on My Cat traz fotos de gatos com... coisas... em cima, em baixo, ao redor... Gatos, claro, não costumam ficar nem um pouco felizes com a invasão de seu espaço pessoal e podem demonstrar sua desaprovação de forma muito veemente, no olhar – isso torna o resultado de algumas fotos ainda mais engraçado (ou digno de pena)!

quinta-feira, 5 de março de 2009

 Acho que vi um gatinho...

Cyber Cat, por Mandrak. Fuçado do site Worth1000.com


Cat, por Sam Weber.


312 Gatos, pela minha amiga (e grande ilustradora!) Thais Linhares.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

 Fuças Memoráveis!

Como nepotismo demais nunca é bobagem, eis outra fuça da família:
esta fofíssima careta é do Yargo, filhote dos meus "irmãos adotivos", Alexandre e Mauro.
Parece mesmo algo temperamental, mas é porque todo persa tem uma alma de "diva"!...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

 Fuças memoráveis!

Fuça do dia: Lu, meu adorável gatoso gostoso!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

 Le Chat


Viens, mon beau chat, sur mon coeur amoureux;
Retiens les griffes de ta patte,
Et laisse-moi plonger dans tes beaux yeux,
Mêlés de métal et d'agate.

Lorsque mes doigts caressent à loisir
Ta tête et ton dos élastique,
Et que ma main s'enivre du plaisir
De palper ton corps électrique,

Je vois ma femme en esprit. Son regard,
Comme le tien, aimable bête
Profond et froid, coupe et fend comme un dard,

Et, des pieds jusques à la tête,
Un air subtil, un dangereux parfum
Nagent autour de son corps brun.


Charles Baudelaire
Fonte: Fleursdumal.org



O gato

(versão de Ivan Junqueira)

Vem cá, meu gato, aqui no meu regaço; / Guarda essas garras devagar, / E nos teus belos olhos de ágata e aço / Deixa-me aos poucos mergulhar. / Quando meus dedos cobrem de carícias / Tua cabeça e o dócil torso, / E minha mão se embriaga nas delícias / De afagar-te o elétrico dorso, / Em sonho a vejo. Seu olhar, profundo / Como o teu, amável felino, Qual dardo dilacera e fere fundo, / E, dos pés à cabeça, um fino / Ar sutil, um perfume que envenena / Envolvem-lhe a carne morena.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

 Animações com GATOS que todos deveriam assistir!

THE CAT CAME BACK

Um clássico do National Film Board of Canada
Dirigido por Cordell Barker em 1988 e
inspirado em uma canção escrita por Harry S. Miller em 1893.





Fato curioso:
a letra original de The Cat Came Back é bem longa e sofreu acréscimos e modificações ao longo do tempo, mas o desenho opta por uma versão resumida (abaixo, traduzida) que substitui a narrativa proposta nas estrofes por cenas em animação. A Wikipedia apresenta um excelente verbete com o histórico da canção e uma análise detalhada da letra
.

The Cat Came Back

Old Mister Johnson had troubles of his own
(O velho Sr. Johnson tinha seus problemas)

He had a yellow cat that wouldn't leave its home;
(Ele tinha um gato amarelo que não saía de sua casa)

A special plan with deception as the key,
(Um plano especial, baseado na enganação)
One little cat; how hard could it be?
(Apenas um gatinho, quão difícil poderia ser?)


But the cat came back the very next day,
(Mas o gato voltou no dia seguinte)

The cat came back, we thought he was a goner
(O gato voltou, pensávamos que ele já era)

But the cat came back; it just wouldn't stay away.
(Mas o gato voltou, ele não ficaria longe)


Well Old Mr. Johnson had troubles of his own,
(Bem, o velho Sr. Johnson tinha seus problemas)
Still the yellow cat wouldn't leave his home!
(O gato amarelo ainda não saíra de sua casa)

Steps were needed to remove the little curse,
(Providências seriam necessárias para remover a pequena maldição)

The old man knew it couldn't get any worse.
(O velho sabia que não poderia ficar pior)



Abaixo, uma das versões mais longas, extraída do site KIDiddles:


Old Mister Johnson had troubles of his own / He had a yellow cat which wouldn't leave its home; / He tried and he tried to give the cat away, / He gave it to a man goin' far, far away. / But the cat came back the very next day, / The cat came back, we thought he was a goner / But the cat came back; it just couldn't stay away. / Away, away, yea, yea, yea / The man around the corner swore he'd kill the cat on sight, / He loaded up his shotgun with nails and dynamite; / He waited and he waited for the cat to come around, / Ninety seven pieces of the man is all they found. / CHORUS / He gave it to a little boy with a dollar note, / Told him for to take it up the river in a boat; / They tied a rope around its neck, it must have weighed a pound / Now they drag the river for a little boy that's drowned. / CHORUS / He gave it to a man going up in a balloon, / He told him for to take it to the man in the moon; / The balloon came down about ninety miles away, / Where he is now, well I dare not say. / CHORUS / He gave it to a man going way out West, / Told him for to take it to the one he loved the best; / First the train hit the curve, then it jumped the rail, / Not a soul was left behind to tell the gruesome tale. / CHORUS / The cat it had some company one night out in the yard, / Someone threw a boot-jack, and they threw it mighty hard; / It caught the cat behind the ear, she thought it rather slight, / When along came a brick-bat and knocked the cat out of sight / CHORUS / Away across the ocean they did send the cat at last, / Vessel only out a day and making water fast; / People all began to pray, the boat began to toss, / A great big gust of wind came by and every soul was lost. / CHORUS / On a telegraph wire, sparrows sitting in a bunch, / The cat was feeling hungry, thought she'd like 'em for a lunch; / Climbing softly up the pole, and when she reached the top, / Put her foot upon the electric wire, which tied her in a knot. / CHORUS / The cat was a possessor of a family of its own, / With seven little kittens till there came a cyclone; / Blew the houses all apart and tossed the cat around, / The air was full of kittens, and not a one was ever found. / CHORUS / The atom bomb fell just the other day, / The H-Bomb fell in the very same way; / Russia went, England went, and then the U.S.A. / The human race was finished without a chance to pray. / CHORUS

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

 Oda al Gato



Los animales fueron
imperfectos,
largos de cola, tristes
de cabeza.
Poco a poco se fueron
componiendo,
haciéndose paisaje,
adquiriendo lunares, gracia, vuelo.
El gato,
sólo el gato
apareció completo
y orgulloso:
nació completamente terminado,
camina solo y sabe lo que quiere.

El hombre quiere ser pescado y pájaro,
la serpiente quisiera tener alas,
el perro es un león desorientado,
el ingeniero quiere ser poeta,
la mosca estudia para golondrina,
el poeta trata de imitar la mosca,
pero el gato
quiere ser sólo gato
y todo gato es gato
desde bigote a cola,
desde presentimiento a rata viva,
desde la noche hasta sus ojos de oro.

No hay unidad
como él,
no tienen
la luna ni la flor
tal contextura:
es una sola cosa
como el sol o el topacio,
y la elástica línea en su contorno
firme y sutil es como
la línea de la proa de una nave.
Sus ojos amarillos
dejaron una sola
ranura
para echar las monedas de la noche.

Oh pequeño
emperador sin orbe,
conquistador sin patria,
mínimo tigre de salón, nupcial
sultán del cielo
de las tejas eróticas,
el viento del amor
en la intemperie
reclamas
cuando pasas
y posas
cuatro pies delicados
en el suelo,
oliendo,
desconfiando
de todo lo terrestre,
porque todo
es inmundo
para el inmaculado pie del gato.

Oh fiera independiente
de la casa, arrogante
vestigio de la noche,
perezoso, gimnástico
y ajeno,
profundísimo gato,
policía secreta
de las habitaciones,
insignia
de un
desaparecido terciopelo,
seguramente no hay
enigma
en tu manera,
tal vez no eres misterio,
todo el mundo te sabe y perteneces
al habitante menos misterioso,
tal vez todos lo creen,
todos se creen dueños,
propietarios, tíos
de gatos, compañeros,
colegas,
discípulos o amigos
de su gato.

Yo no.
Yo no suscribo.
Yo no conozco al gato.
Todo lo sé, la vida y su archipiélago,
el mar y la ciudad incalculable,
la botánica,
el gineceo con sus extravíos,
el por y el menos de la matemática,
los embudos volcánicos del mundo,
la cáscara irreal del cocodrilo,
la bondad ignorada del bombero,
el atavismo azul del sacerdote,
pero no puedo descifrar un gato.
Mi razón resbaló en su indiferencia,
sus ojos tienen números de oro.

Pablo Neruda
Buenos Aires, 1959, Editora Losado


Ode ao Gato
(versão de Eliane Zagury)

Os animais foram
imperfeitos, compridos de rabo, tristes de cabeça. Pouco a pouco se foram compondo, fazendo-se paisagem, adquirindo pintas, graça, vôo. O gato, só o gato apareceu completo e orgulhoso: nasceu completamente terminado, anda sozinho e sabe o que quer. O homem quer ser peixe e pássaro, a serpente quisera ter asas, o cachorro é um leão desorientado, o engenheiro quer ser poeta, a mosca estuda para andorinha, o poeta trata de imitar a mosca, mas o gato quer ser só gato e todo gato é gato do bigode ao rabo, do pressentimento à ratazana viva, da noite até os seus olhos de ouro. Não há unidade como ele, não tem a lua nem a flor tal contextura: é uma coisa só como o sol ou o topázio, e a elástica linha em seu contorno firme e sutil é como a linha da proa de uma nave. Os seus olhos amarelos deixaram uma só ranhura para jogar as moedas da noite. Oh pequeno imperador sem orbe, conquistador sem pátria, mínimo tigre de salão, nupcial sultão do céu das telhas eróticas, o vento do amor na intempérie reclamas quando passas e pousas quatro pés delicados no solo, cheirando, desconfiando de todo o terrestre, porque tudo é imundo para o imaculado pé do gato. Oh fera independente da casa, arrogante vestígio da noite, preguiçoso, ginástico e alheio, profundíssimo gato, polícia secreta dos quartos, insígnia de um desaparecido veludo, certamente não há enigma na tua maneira, talvez não sejas mistério, todo o mundo sabe de ti e pertences ao habitante menos misterioso talvez todos acreditem, todos se acreditem donos, proprietários, tios de gato, companheiros, colegas, discípulos ou amigos do seu gato. Eu não. Eu não subscrevo. Eu não conheço o gato. Tudo sei, a vida e o seu arquipélago, o mar e a cidade incalculável, a botânica o gineceu com os seus extravios, o pôr e o menos da matemática, os funis vulcânicos do mundo, a casca irreal do crocodilo, a bondade ignorada do bombeiro, o atavismo azul do sacerdote, mas não posso decifrar um gato. Minha razão resvalou na sua indiferença, os seus olhos têm números de ouro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

 Livros com GATOS que todos deveriam ler!



Os Olhos do Gato (Les Yeux du Chat)

Primeira (e belíssima) colaboração de Moebius (ilustrações) e Alejandro Jodorowsky (roteiro), lançada pela Humanoides Associes em 1978 e publicada, no Brasil, pela Martins Fontes Editora.

Atualmente fora de catálogo, mas talvez possa ser encontrado em sebos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

 Como dar um comprimido a um gato

Este texto de autor desconhecido percorre a internet há um bom tempo (já vi até versão em inglês), mas é daqueles que valem replay.

  1. Pegue o gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebê, tendo o comprimido na palma da mão esquerda. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas. Quando o felino abrir a boca, pegue rápido o comprimido da palma da mão esquerda e atire-o lá para dentro. Deixe o gato fechar a boquinha e engolir.
  2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato novamente no braço esquerdo e repita o processo.
  3. Vá ao quarto buscar o gato e jogue fora o comprimido meio desfeito.
  4. Retire um novo comprimido da embalagem e aninhe o gato no seu braço, segurando firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir a mandíbula e empurre o comprimido com o indicador direito até o fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada e conte até 10.
  5. Recolha o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Chame a sua esposa para ajudar.
  6. Ajoelhe-se no chão, tendo o gato firmemente preso entre os joelhos. Segure as quatro patas. Ignore os rosnados ameaçadores do gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do bichinho com uma mão e force a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Ela deve deixar rolar o comprimindo pela régua e esfregar vigorosamente o pescoço do gato.
  7. Desça o gato de cima da cortina e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota mentalmente de que precisará adquirir outra régua e mandar consertar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da sala e guarde-os para colar mais tarde.
  8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa que se deite por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco dela. Instale o comprimido na ponta de um canudinho, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis atravessado. Assopre o comprimido do canudinho para dentro da boca do gato.
  9. Consulte a bula para verificar se comprimido de gato faz mal a ser humano. Tome uma cerveja para lavar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue do carpete com água fria e sabão.
  10. Retire o gato do galpão do vizinho. Pegue outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até o pescoço de forma que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Jeitosamente, utilize um elástico como atiradeira para lançar o comprimido pela garganta do gato.
  11. Procure uma chave de fenda e ponha a porta do armário novamente no lugar. Tome a cerveja. Procure uma garrafa de cachaça. Tome um traguinho. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data da sua mais recente vacina contra tétano. Aplique uma compressa de cachaça na bochecha para desinfetar. Tome mais um traguinho. Jogue a camiseta no lixo e procure outra no quarto.
  12. Ligue para os bombeiros, pedindo que venham retirar o desgraçado do gato lá de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpas ao vizinho que se machucou ao tentar desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido da embalagem.
  13. Amarre as patas da frente às patas de trás desse danado e prenda-o firmemente à perna da mesa de jantar. Nas mãos, ponha luvas de couro. Do quintal, puxe a mangueira. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta, seguido de um pedaço de carne. Segurando firmemente a cabeça desse terror felino, mande-lhe meio litro de água goela abaixo, para que o comprimido desça.
  14. Tome o que sobrou da cachaça. Peça à esposa que o leve ao pronto-socorro mais próximo. Aguente firme enquanto o médico lhe costura os dedos e o antebraço e retira os restos do comprimido de dentro do olho direito. Lembre-se: "homem não chora". A caminho de casa, use o celular para falar com as casas de móveis para se informar sobre o preço de uma nova mesa de jantar.
  15. Peça à Liga de Proteção aos Animais que mande um funcionário com urgência para recolher o raio desse bichinho mutante. Ligue para a loja dos animais e pergunte se eles têm tartaruguinhas (legalizadas) para vender.

 Que Garfield, que nada!


Os "gatófilos" fluentes na língua inglesa adorarão Hallmarks of Felinity, série de Dennis Osborn.

http://www.student.ipfw.edu/~osbodr01/hallmarks/frame.html

Igualmente perspicaz – Simon's Cat, série animada de Simon Tofield que virou mania no Youtube. Os 3 primeiros vídeos podem ser acessados através da barra de vídeos do Fuça de Ferret.